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GNR impede socorro a veículos avariados ou sinistrados

Um impasse burocrático está a impedir o devido socorro a veículos ligeiros e pesados avariados ou sinistrados nas vias públicas em Portugal.

Em causa está a aplicação, por parte das divisões de trânsito da GNR, das regras do Código da Estrada sobre o reboque de viaturas (vulgo atrelado) ao trabalho das viaturas transformadas e homologadas para a atividade de pronto-socorro. 

 

O Código da Estrada, da forma como alguns profissionais da GNR estão a aplicar às viaturas de pronto-socorro, limita o reboque a cargas a um máximo de 750 kg. Ora, isto impede que se socorra qualquer viatura automóvel, já que mesmo um pequeno citadino tem um peso superior.


A ARAN já avisou as autoridades competentes e o IMT – Instituto da Mobilidade e dos Transportes já deu parecer positivo, mas o facto é que a GNR continua a aplicar multas aos profissionais, de acordo com informações prestadas por empresários do setor à Associação. Apenas depois de haver uma indicação do Comando da GNR para que os agentes atuem de forma diferente é que este problema terá solução.


Pior, se, até há pouco tempo, os militares aplicavam a multa e deixavam prosseguir o serviço, desde há alguns meses obrigam a descarregar, ficando pronto-socorro e viatura empanada na via pública. O caso mais recente aconteceu à empresa Telereboques na última quarta-feira (dia 2), na autoestrada A2, em Corroios, em que um autocarro avariado ficou quase 12 horas a ocupar uma das faixas de rodagem.


Foi só depois das 23 horas que a empresa conseguiu fazer o seu trabalho e retirar a viatura, que esteve várias horas a aumentar o tráfego e, pior, a colocar em perigo a segurança rodoviária. Curiosamente, foi o mesmo pronto-socorro da Telereboques que acabou por transportar o autocarro envolvido no trágico acidente ocorrido na A12 (choque em cadeia de 20 viaturas de que resultou numa vítima mortal), pois havia urgência para desimpedir a via após uma ocorrência tristemente mediática.

 

A ARAN apela, pois, que impere o bom senso para que seja possível a resolução deste impasse burocrático.
Deixamos uma pergunta: o que será mais grave, discutir a aplicação de uma eventual coima ou a vida das pessoas que podem ter um acidente devido a um autocarro quase 12 horas a ocupar uma faixa de rodagem da autoestrada?