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ARAN critica não dedução do IVA da gasolina

Teixeira Lopes lamenta que a proposta de Orçamento do Estado para 2014 "não preveja alterações às regras para importação de veículos usados de baixa emissão de CO2.

 

A Associação Nacional do Ramo Automóvel criticou hoje a proposta de Orçamento do Estado por ignorar recomendações como a alteração legal da importação de usados e a dedutibilidade do IVA na gasolina de veículos de passageiros de uso profissional.

Em declarações à Lusa, o presidente da instituição que representa cerca de 2.000 empresários do setor (entre oficinas, 'stands' de vendas, rebocadores, construtores e outros) considera que essas seriam duas medidas que "favoreceriam o conforto financeiro das famílias portuguesas e, por arrasto a estabilidade das empresas do ramo automóvel - que, de outra forma, não terão salvação".

No primeiro caso, Teixeira Lopes lamenta que a proposta de Orçamento do Estado para 2014 "não preveja alterações às regras para importação de veículos usados de baixa emissão de CO2 [dióxido de carbono] a partir de outros países da União Europeia".

Essa mudança permitiria aumentar a oferta ecológica que está disponível para condutores com menos poder de compra, considerando que, atualmente, "os leilões não têm viaturas usadas de baixo CO2 nos segmentos inferiores, como o B, que serve as necessidades da maioria das famílias".

O presidente da Associação Nacional do Ramo Automóvel (ARAN) defende também que "seria interessante que a dedutibilidade de 50% do IVA dos combustíveis passasse a não ser exclusiva do gasóleo e fosse alargada aos modelos de passageiros movidos a gasolina em uso profissional - pelo menos àqueles com preço de venda ao público mais baixo".

A previsão de Teixeira Lopes é que, ao negligenciarem-se questões como estas, se acentuem as dificuldades que o setor já hoje enfrenta. "Caso nada seja feito, as empresas que se dedicam às vendas de novos ou usados não terão salvação", garante.

E acrescenta: "Se o Governo continuar a retirar dinheiro à classe média, nem as oficinas poderão trabalhar".

No passado mês de setembro, a ARAN reuniu como a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, para discutir a possibilidade da redução dos impostos aplicados aos automóveis dos segmentos A, B e C. Essa hipótese já então foi colocada de parte pela governante, que rejeitou também a implementação de medidas de incentivo ao abate.

"Na situação atual de cortes aos contribuintes, não devem existir apoios para a compra de viaturas através do incentivo ao abate, do que poderiam retirar vantagens algumas marcas 'premium'", observa Teixeira Lopes. Isto porque, "os carros de gama alta já representam hoje, sem quaisquer incentivos, mais de 20% das vendas nacionais, quando em 2010 não ultrapassavam os 12,5%", explicou.

Em alternativa, o presidente da ARAN propõe que a prioridade do Governo seja "apoiar os mais desfavorecidos, nomeadamente aqueles que viram o seu poder de compra reduzido e não podem mais do que adquirir uma viatura usada ou então uma nova dos segmentos mais baixos".

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa

 

Fonte: http://www.ionline.pt